Uma mudança de fundamentos.
Não é preciso relembrar que todas as estruturas regionais dependentes, qualquer que seja o motivo, de um único produto, está sujeita a um risco sempre eminente de ter sua fonte de arrecadação ameaçada e portanto seu planejamento orçamentário fragilizado. Inúmeras cidades fantasmas existem país afora que mostram bem o que acontece quando as mudanças dessa natureza ocorrem. Nossa região no entanto é o exemplo de como é possível evitar este tipo de problema. Afinal foi através da diversidade, da diversificação industrial que a cidade conseguiu resistir aos longo de décadas às crises específicas. A queda do café como eixo de geração de renda e emprego foi mitigada pelo plantio da cana de açucar e a infraestrutura e logistica existentes para o café, adaptada facilmente sem custos relevantes para o açucar. E assim será feito com a Replan, principal refinaria nacional, porque não é possível alterar uma estrutura tão enraizada na vida local sem perdas importantes. No curto prazo não é possível trocar radicalmente o cotidiano das pessoas, no entanto é possível planejar as transições, Uma refinaria pode refinar outras coisas para além do petróleo inclusive contribuindo para ajudar nos processos de descarbonização previstos por lei. Só isso geraria um segmento industrial totalmente novo, potencializando por exemplo as buscas por hidrogénio verde e amônia verde, duas das maiores expectativas economicas de hoje. Com impactos em todas as cadeias de produção do país. A amônia verde por exemplo nos deixaria menos dependentes de insumos estrangeiros para nossa agricultura, podendo ser uma diminuição de custos relevante para a agricultura familiar, ou seja, barateando a comida do brasileiro.